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Mostrando postagens com o rótulo PREMA

Chá das três

Enquanto os cavalos passam Por mim nesta tarde fria Me concentro, nada falo, observo Desconfortável por estar onde queria Me aproximar, ser teu, oh dama Sermos algo a mais do que nós, pesam os temores, medos e males, enquanto não se soltam os nós. Te retirar desta torre vazia. Bênçãos ao bispo peço! Ser Rei? Afinal, quem não sonha? com as chances, que eu mesmo meço. Vejo cores sob o preto e o branco.. de um romântico também é um tolo. Para mim, mais que dama, és rainha! mas qual peça sou neste jogo?

Segredo de Golias

Para eles: O gigante! hábil guerreiro em qualquer instante. se apronta, uma batalha se aproxima... peito contraído,   rosto erguido, olhar distante. cicatrizes confirmam quem esteve por cima ...soa o bufar de uma ira, gigante.   Seria ele um palhaço? Exposto   a diversão, entretenimento? se encantam e alegram com sua presença cala-te, omite sobre o sentimento Que tens, oh sátiro, eis a sentença... ...que a vida impôs e assim o fez, hábil guerreiro, palhaço talvez. Que grita, corre, luta, avança,   voraz, sensível, impávido, criança... ...que se cala, por não ter com quem dizer. Mas afinal, quem nota? diga você,   se importa. Sente... Não foi espada, nem navalha, molhou o chão, mas não é chuva, E sim a lágrima antes da última batalha.

Prema - Silêncio

Silêncio O silêncio fala tanto que às vezes preocupa Seria o repouso necessário ou a dor oculta? Tanto falamos que parece estranho silêncio Existe silêncio? Ou seria ele uma canção? Um grande OM a ressonar a criação O silenciar dos sentidos para o grande sentido Também pode estar na mente que silencia para ouvir o irmão Apenas uma pausa entre notas que se vão O silenciar da mente para sentir e dos sentidos para ouvir Como o grande rio da lua Serena música dos viajantes A cadenciar o caminhar... A embalar o movimento entre pausas Sim... [...] Admito o silêncio necessidade do inefável Até mesmo para mim Dançarina por alma Mas ainda assim, se me atende o pedido Muito grata lhe fico: ― nunca deixe de expressar seu caminhar Canção preferida e singular   créditos: Prema

Criolo – Casa de Mãe

Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe Casa de mãe é bom, mas é casa de mãe Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe E quando querem o meu chamego, não dá por causa de mãe Toda missão no sereno pra juntar alguns trocados Espada de São Jorge protege, arruda é pra mau olhado Eu, um dia, vou ter a minha casa, vai ser a coisa mais linda Com gravuras de Oxóssi, Ogum e Mãe Menininha Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe Casa de mãe é bom, mas é casa de mãe Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe E quando querem o meu chamego, não dá por causa de mãe E quando eu tiver dinheiro, só vou agradar mamãe Minha filha, cê quer sucesso? Sucesso é ter mamãe Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe Casa de mãe é bom, mas é casa de mãe Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe E quando querem o meu chamego, não dá por causa de mãe

Renascimento

Se se ouve e sente com o coração... É preciso ainda dizer? Só o realizar pode seguir O que é vida não morre Apenas renasce Como as sementes plantadas ou deixadas No jardim ou na estrada Ou na estação... Ainda que distante se aproxima o cuidado Doces pensamentos Canção trazida nos ventos De uma nova era Não... não se sinta só É apenas um momento Que também vai com o tempo Não... não mate o que vai dentro É que às vezes falta entendimento É apenas parte do renascimento Do doce sentimento Desabrochar de nova vida Que está sempre, sempre protegida créditos: Prema

Prema - Tempo

Chega um momento em que já é tempo E ainda resta a pergunta Tempo de que?... De plantar ou de colher De sorrir e de viver Tempo de aprender a cozinhar Ou de apenas encontrar O tão almejado sonho... Que se desdobra em tantos Tempo de decidir E de seguir De amar o amor e o amado De não pretender Mas apenas ser Certo ou errado?... Apenas essa passagem na ponte sobre a Baía Hoje nebulosa como as brumas de Avalon Mas, daqui a pouco clara Como um dia de sol no outono do Rio Esse o mistério e a magia Que se mistura com o fato do dia-a-dia Assim como escrevo numa terça de neblina Com o espírito tocado pelo amor esperado No coletivo com apenas quatro Autor: Prema sites relacionados: http://momentopoiesis.blogspot.com.br/

Prema - Quando Escrever é sonhar

Quando escrever é sonhar Poder de criação Entusiasmo no coração Força do realizar E quando o sonho é canção? A ritmar o caminhar E alegrar cada estar Ah... Sonha, sonha... o sonho real Que vem como brisa Da vida que segue Que cria e recria O sonho afinal Da felicidade real By Prema Link relacionado: http://momentopoiesis.blogspot.com.br/