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Mostrando postagens com o rótulo blog de poesias

Feitiço

Passos dados, parou, pensou, sorriu... ...diante dos olhos a porta entre aberta, o que faço se a atravesso? O que terá diante dela? Em meio a medos, ansiedade, orgulho, curiosidades, um desejo de querer bem. São dúvidas, incertezas, bom cheiro, rara beleza, quando foi que se sentiu tão bem? Entre encontros e desencontros, piadas e descontentamentos, este frio na barriga, são todos que realmente tem? Parece feitiço, algo que raramente vejo, Trocaria o que tens por mais um beijo, A canção que dizia: "ela me faz tão bem!" Se decidir parar, acaba a necessidade do poeta. Se decidir persistir, ressurgem os sonhos, continuam os beijos, talvez sim, seja esta a escolha mais certa! Tudo isto acontece num instante,  por isto parou, pensou, sorriu, diante da porta entre aberta.

Chá das três

Enquanto os cavalos passam Por mim nesta tarde fria Me concentro, nada falo, observo Desconfortável por estar onde queria Me aproximar, ser teu, oh dama Sermos algo a mais do que nós, pesam os temores, medos e males, enquanto não se soltam os nós. Te retirar desta torre vazia. Bênçãos ao bispo peço! Ser Rei? Afinal, quem não sonha? com as chances, que eu mesmo meço. Vejo cores sob o preto e o branco.. de um romântico também é um tolo. Para mim, mais que dama, és rainha! mas qual peça sou neste jogo?

Roberta Fernandes - Engasgado

vou sair desse rio e me secar. me molhar talvez só de garoa mergulhar numa lagoa onde não circulem pedalinhos. perder os vínculos, mais uma vez me perder encontrada. me apostar acertando. buscar linhas mais retas do que essas traçadas nas ondas do oceano e que quebram na orla molhando os pés de quem granula o passo e observa como eu. mas não existe mais qualquer chance. chame o advogado e peça que venha com os papeis prontos minha mão direita já segura a bic preta. assino embaixo. esse é o meu último mergulho nesse rio que não me tem mais carinho algum. Créditos:  

Prema - Silêncio

Silêncio O silêncio fala tanto que às vezes preocupa Seria o repouso necessário ou a dor oculta? Tanto falamos que parece estranho silêncio Existe silêncio? Ou seria ele uma canção? Um grande OM a ressonar a criação O silenciar dos sentidos para o grande sentido Também pode estar na mente que silencia para ouvir o irmão Apenas uma pausa entre notas que se vão O silenciar da mente para sentir e dos sentidos para ouvir Como o grande rio da lua Serena música dos viajantes A cadenciar o caminhar... A embalar o movimento entre pausas Sim... [...] Admito o silêncio necessidade do inefável Até mesmo para mim Dançarina por alma Mas ainda assim, se me atende o pedido Muito grata lhe fico: ― nunca deixe de expressar seu caminhar Canção preferida e singular   créditos: Prema

Deixe o menino brincar

Deixe o menino brincar, se é assim que se faz feliz uma pedra que surge, machuca não foi ele quem quis? Se é isto, então respeita... Afinal, deixa ele correr atrás lutar, sofrer, sentir prazer, correr, sorrir, transparecer... tropeçar, cair e querer mais. Isto que ele precisa e quer, Caso contrário... ... não saberia eu quem sou. Lê demais para um atleta, sem desistir de fazer seu gol ele quer ver seu time de coração beijar escudo, ser campeão... ... faz tanto tempo, e ele se queixa se é assim que é, então deixa... Quem pode afirmar que não? Quiçá, duvidar de um sim... se é uma caixa de surpresa, quem afirmará o fim?

Amanhã que se fez em três...

Ela aceitou o convite Ele as horas contava, Ela veio de tão longe Ele não acreditava... Ela pouco notava, Sua tatuagem, ele admirava. O assunto perdia a cena pra ansiedade, o clima propício que não vingava. Seria a tarde, que para isto não combina? Marcaram “amanhã a noite” para encontrar o clima... ... E o amanhã se fez em três partes que o mundo insiste em chamar de ano. Neste intervalo, de quantos tantos ela ouviu: eu te amo? E para quantas ele ameaçou dizer? ... quem vai saber? ... quem vai dizer? Ah, neste meio descompassou o peito sem perder a vontade de vê-la Carnavais sem fantasia Sem colombina, sem tê-la. E nestes desencontros Quem será que não fez? São histórias que o povo conta Do amanhã que se fez em três..

A Dança

Foi assim, sabe? Risonha... ...deste modo passou pelo salão, parecia concentrada numa dança imaginária... ...enquanto eu, vislumbrava esta ação! E foi assim, sabe? Sorrateiro... ...Que resolvi seguir passos, me intrometi, ajustei o compasso Afinal, eu vi primeiro... Minha mão achou sua cintura, seu peito se encontrou com o meu, rostos quentes e vozes ao pé do ouvido... ... nesta hora já não era eu! Nossa, e se tudo congelasse agora? Quer melhor motivo pra ser feliz? Por ironia pararam a dança, Pois é, foi deste jeito que o destino quis. Agora, só tenho um nome e um email e a poesia que eu mesmo fiz, a partir desta noite só existiu um nome, e era o dela...: ...Beatriz

Roberta Fernandes - 02h40

é um embrulhinho, você sabe. sobre o que há dentro, sei pouco mas sei que é bom. um dia, talvez, espero você o pega com mãos de carinho e abre. mas tenta, por favor, moço bonito não demorar tanto assim. rapaz do clima-tempo disse "quarta-feira tem tempestade" e a verdade é que eu não quero água alguma tentando lavar você de mim. By VBeta site relacionado: http://poesiafalsidadeideologica.blogspot.com.br/

Prema - Tempo

Chega um momento em que já é tempo E ainda resta a pergunta Tempo de que?... De plantar ou de colher De sorrir e de viver Tempo de aprender a cozinhar Ou de apenas encontrar O tão almejado sonho... Que se desdobra em tantos Tempo de decidir E de seguir De amar o amor e o amado De não pretender Mas apenas ser Certo ou errado?... Apenas essa passagem na ponte sobre a Baía Hoje nebulosa como as brumas de Avalon Mas, daqui a pouco clara Como um dia de sol no outono do Rio Esse o mistério e a magia Que se mistura com o fato do dia-a-dia Assim como escrevo numa terça de neblina Com o espírito tocado pelo amor esperado No coletivo com apenas quatro Autor: Prema sites relacionados: http://momentopoiesis.blogspot.com.br/

Beatriz...

Quando a verei? Nem mesmo ela sabe... Foi assim que findou a despedida, Pouco antes de seguir seu destino E cada um seguir com sua vida. Ah, mas ela nota e consente  o que soa inexplicável... ... como aquilo que se entende, sem precisar falar, Como gestos, toques, a tal maneira de te olhar... ... capaz de paralisar o tempo, dar mil voltas, sem q’eu saia do lugar. Oh, nesta altura, o amor nem pede confissões, Já se faz presente, perceptível, com estas tais ações. Se fecho os olhos? Me alegro com a lembrança daquele beijo! Se os abro? Me entristeço por saber que não a mais vejo. O que ela não sente? O aperto que se faz toda vez que ela parte... ... meu peito em dois. Onde uma metade, pede que ela volte. A outra, que sejamos um, ao invés de dois. Quer saber? Ela quem quero! Por existir, indubitavelmente me faz feliz O que importa se errei um nome? Assim será ... ...beatriz!

Prema - Quando Escrever é sonhar

Quando escrever é sonhar Poder de criação Entusiasmo no coração Força do realizar E quando o sonho é canção? A ritmar o caminhar E alegrar cada estar Ah... Sonha, sonha... o sonho real Que vem como brisa Da vida que segue Que cria e recria O sonho afinal Da felicidade real By Prema Link relacionado: http://momentopoiesis.blogspot.com.br/

Por outros lábios

Por outros lábios da sua partida... ...e foi assim, nem era tão tarde. Pra não acreditar, daria minha vida. Sabe aquelas horas que a vista arde? Ah não pode ser. Logo agora, justamente agora? Agora, não deu nem para escrever um texto. Muito menos para ensaiar qualquer tipo de pretexto... ...que fizesse você ficar. Agora, tudo se passa um filme mudo De tudo que passamos juntos... ... e se pedisse pra você voltar? Confesso que tive meus erros Não fui o único nesta relação. Você partiu, por hora surgiram perguntas Já em outras, faltou direção. Deixa esta frieza de lado, há tempos calei meu coração, Afinal, quem nunca agiu por orgulho? Quem de nós não pediu perdão?

Renasceu

De olhos fechados, mas de coração aberto Vulnerável? Não sei ao certo... Algo diferente havia ali estou certo Nunca experimentei assim algo tão de perto Nestes segundos, soltas ficaram as armas Imperceptível se ausentou a preocupação Minha boca, Sua louca, nuca Horas em um segundo são Dança, lenta, corpos sem som Tateia, aperta, morde, sussurra Promete que ama, num baixo som Se deleita, se entrega, vibra, urra O que tinha, o que era? Ela! A alma se expõe livremente à janela De um beijo, poesia se fez agora, tudo que me faz vem dela

Separar

Lá vem você de novo Com mesma porra de conversa Quantas vezes pedi pra não fazer isto? Mas o que eu falo pouco interessa. Desfazer isto agora, como faço? Será que você consegue me olhar e dizer? Quer saber? Tô cansado disso, Aliás, com certeza não quer saber Meu Deus, o que você fez? Você não tem um pingo de noção... Está tudo errado, não era nada disto Alguma vez seguiu a voz da razão? E se seguirmos nossos caminhos arrumar um jeito de nos separar Viver, sem a razão eu até consigo Mas sem um coração não dará...

Manual

Manual Você viu? Onde está o manual? Logo agora, onde tudo o que mais preciso é de instrução, Nos sentimos completos enquanto não precisamos do manual. Até nos darmos conta que falta direção. Onde fica? Onde aperto? Onde é que muda? Escolho esquecer, e fica inesquecível. A função gostar de quem me gosta nada muda Escolho “popular function” e pareço invisível... ...o controverso funciona de uma maneira incrível! Assim como o histórico, sem exclusão, com alta definição Com todas as possibilidades de dimensão, Chegando sem avisar, apertando o peito Te deixando sem resposta, então Deus, qual seria o tal jeito? Ah, se assim soubesse, fácil seria. Escolheria a quem me agrada, e em um click, aconteceria. Já não respondo se algum mérito teria, conquistas facilitadas não trazem tanta alegria! Sorrir pra vida é o que resta e pra todo seu processo natural... um fato, nem sempre tudo é festa Mas prefiro assim, sem manual...

Última gota

Esta foi a última gota, de agora em diante, como será? Dará mesmo para apagar tudo Ou nada se apagará? ... Hoje é só um quarto Daquilo que já foi inteiro Por vezes, similar a um sonho Já em outras, tão verdadeiro ... Vejo o que foi vermelho, amarelo ou lilás Enquanto espero o pêssego nas mãos secar Tem uma parte que a tinta apaga mas outras não vão se apagar... ... Como  tantas que confessei Onde só a parede nos testemunhou reluto em aceitar que amei resisto em dizer que acabou